Padre de Maceió acusado de desviar R$ 3 milhões nega irregularidades

Religioso afirma que prestações de contas foram feitas e estão registradas no sistema federal

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Padre Walfran Fonseca

Alvo de ação civil movida pela Arquidiocese de Maceió por suposta omissão na prestação de contas de R$ 3,1 milhões, o cônego Walfran Fonseca dos Santos negou nesta terça-feira, 27, qualquer irregularidade e afirmou que os convênios sob sua responsabilidade foram devidamente registrados e declarados.

A cobrança judicial envolve valores repassados entre 2018 e 2024. O valor, segundo a instituição, deveria ter sido aplicado em pelo menos dez projetos sociais voltados à capacitação profissional e reinserção de dependentes químicos e pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Para rebater essa acusação, Walfran divulgou um extrato oficial do sistema Transferegov, do governo federal que aponta que a Rede Cristã de Acolhimento e Recuperação do Dependente Químico do Estado de Alagoas, entidade ligada à Recriar, “não consta com registro de inadimplência” em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal, à transparência e à adoção de sistemas de controle financeiro.

“Todos os convênios que estiveram sob meu crivo foram submetidos ao Sistema Federal de Operação dos convênios (SINCOV), obrigatório na gestão de verbas discricionárias através do transfereregov.br”, declarou Walfran. “Isso comprova que não há nenhuma falta por minha parte de prestações de contas e muito menos desvio de qualquer verba direcionada a projetos sociais da nossa arquidiocese".
 
FONTE: Por site ojornalextra.com.br